quarta-feira, 1 de junho de 2016

Inocência perdida



O corpo dói e à alma está dilacerada
Mãos, suores, salivas
Escorrem no meu corpo inerte, dopado
Não sei onde estou
Não sinto meu corpo
Estou suja, sangrando
Ouço vozes, risos, todos se divertindo
Sei que preciso gritar
Mais não tenho forças, consciência
So sinto o corpo sendo jogado
Mexido, espancado, violado
Não sinto dor
Minha alma está perdida
Preciso voltar pra casa
Deus me tira daqui


Obs: Escrevi esse poema devido ao estupro coletivo que uma jovem de 16 anos sofreu.